By: mirago ligado: agosto 08, 2016 In: Cura Pelos Cristais Comments: 0

Os cristais eram usados nos ritos shamânicos primordiais como ferramentas de iniciação e cura, talismãs, profecia e contemplação mística. Hoje não são menos importantes enquanto componentes vitais na nossa tecnologia científica. Mas a par desta tecnologia, inúmeras pessoas estão uma vez mais a reconsagrar  os cristais pelas suas ancestrais funções sagradas.

No nosso mundo de alta tecnologia, é difícil acreditar no quanto os cristais influenciam as nossas vidas. Nós habitamos um planeta largamente formado por cristais e vivemos em edifícios tornados possíveis pelos cristais. A pedra natural é uma estrutura cristalina, assim como a maioria dos materiais de construção artificiais. Mesmo o cimento que os liga depende do crescimento de cristais para endurecer.

Os cristais são a base de uma grande parte da tecnologia, ciência e medicina, das quais depende a nossa civilização. Sem os cristais não teríamos computadores, equipamentos modernos de telecomunicações ou cirurgia laser. Como diz Ian Mercer numa excelente introdução ao assunto:

“Usamos o conhecimento e a forma de controlar as formas como os cristais se comportam sempre que atravessamos pontes, apreciamos doces, vemos televisão, viajamos de comboio, carro ou avião, pintamos a porta de casa, seguramos uma chávena, telefonamos para casa, abastecemos de gasolina e vemos as horas.”

Os cristais têm desempenhado um papel muito importante na medicina ortodoxa através da história e continuam a fazê-lo nos dias de hoje. Um exemplo típico é a Kunzite que se tornou a fonte principal de Lítio. O lítio, quando administrado na forma de carbonato de lítio (um pó branco), é um medicamento importante na prevenção e tratamento da  maníaco -depressão.

O lítio também desempenhou um papel importante numa das maiores descobertas do século vinte. Em 1932, os cientistas realizaram um antigo sonho alquímico quando John D. Cockcroft e Ernest Walton bombardearam lítio com prótons acelerados eletricamente e os transformaram num outro elemento.

A transmutação é agora um processo comum devido à disponibilidade de potentes partículas aceleradoras e reatores nucleares. Mais de 1.500  rádio isótopos foram sintetizados, muitos dos quais têm um grande valor no uso da medicina e da indústria. O milagre dos alquimistas é hoje possível… tudo devido a processos que envolvem cristais.

Mas não precisamos de uma partícula aceleradora para demonstrar as propriedades mais interessantes dos cristais. Podemos começar por algo tão simples como um martelo. Se batermos numa ponta dum bastão cristal de quartzo num quarto escurecido, veremos um breve clarão de luz na outra ponta. A luz é de fato uma faísca elétrica. O que aconteceu foi que o cristal transformou a energia cinética (o impulso da martelada) em energia elétrica (a faísca). Este processo é conhecido como efeito piezo-elétrico – algo que faz funcionar a maioria dos isqueiros que se encontram à venda.

Associado de perto a este efeito piezo-elétrico está o efeito piezo-elétrico, outra fascinante propriedade física dos cristais. Para demonstrar este efeito, só precisa   atirar para a ponta duma pequena fogueira o tipo de cristal correto – a turmalina é uma boa escolha. Ao aquecer, o cristal primeiro atrai as chamas e depois repele-as devido a cargas elétricas imbuídas na sua superfície.

Mas talvez a mais agradável demonstração das propriedades físicas de um cristal, não necessita de ferramentas. Faça incidir uma luz branca através dum cristal colorido e veja sair desta luz colorida. Este efeito é tão comum que nem paramos para pensar no milagre que é. É, de fato, um processo extraordinariamente complexo. A cor da luz está diretamente relacionada com o comprimento de onda. As impurezas no cristal fazem com que certas frequências da luz branca sejam absorvidas. A luz absorvida confere ao cristal a sua cor. O restante comprimento de onda determina a luminosidade que emerge. Pode fazer esta demonstração simplesmente pendurando um cristal na janela ou segurando-o contra a luz do sol.

Há alguns anos atrás, cientistas fizeram experiências com cristais em que descobriram que se os espremermos, eles libertam alguns elétrons. Assim que diminuirmos a pressão o cristal volta à sua forma original, absorvendo os elétrons em falta do ar à sua volta.

Os cientistas começaram a considerar se o processo contrário seria possível. Por outras palavras, se o cristal se expandiria se o forçado a absorver elétrons  adicionais e voltar ao normal após desligada a corrente de elétrons.

A idéia era fácil de testar experimentalmente. Uma corrente de elétrons é apenas corrente elétrica. Assim, eles uniram eletrodos a um cristal, ligaram a corrente e mediram. O cristal expandiu mesmo enquanto a corrente estava ligada e voltou ao seu tamanho normal quando esta foi desligada.

Estamos aqui a falar de movimentos ínfimos – vibrações que não podem ser vistas a olho nú. Mas o que se passa é que ao alimentar o cristal com uma certa quantidade de eletricidade o grau de vibração que este produz é absolutamente constante. Se houver algum tipo de variação, é tão pequena que na prática pode ser descartada.

Pode não soar uma descoberta particularmente importante, mas é. A fiabilidade máxima das vibrações de um cristal tornou-o o coração ideal de equipamentos de rádio e televisão, instalações de radar, sistemas informáticos… na verdade está em todo o lado onde seja necessário um controlo preciso de frequências. Pode neste momento estar a usar um exemplo deste uso do cristal no seu pulso. Os relógios de quartzo garantem uma precisão incrível porque o pequeno chip de cristal que têm dentro vibra a uma taxa de total confiança.

De tudo isto, fica claro que, pelo menos a um nível mundano, a principal característica dos cristais é a transformação de energia – a energia colocada no cristal nem sempre (e não necessariamente) é a mesma energia que volta a sair. O uso do cristal na óptica e tecnologia laser indica um talento adicional para focar e transmitir energia. O uso de cristais em computadores mostra que estes também têm capacidade de armazenamento.

A questão é se estas propriedades demonstradas operam em níveis mais subtis como os povos antigos acreditavam. Muitos peritos modernos pensam que sim.

Ra Bonewitz, no seu livro Cosmic Crystals, diferencia os efeitos dos cristais entre mundanos e espirituais. Na primeira categoria ele coloca todas as coisas que temos estado a discutir – os efeitos mensuráveis da energia cinética, eletricidade e por aí diante. Na categoria de efeitos espirituais, ele coloca energias como o pensamento, intenção, cura, etc., que não podem ser medidos mecanicamente, mas podem certamente ser experienciados.

Bonewitz afirma que as propriedades mundanas dos cristais são paralelas aos seus atributos espirituais. Esta afirmação é confirmada por utilizadores de cristais de todo o mundo. O Quartzo, o cristal mais usado, transforma, foca/concentra, amplifica, transmite e armazena energias subtis com tanta eficácia como o faz com a eletricidade.